Equinócio da Primavera

Entre Fevereiro e Abril agrupam-se várias tradições orientadas no sentido de facilitar à Terra a sua passagem do tempo profano (Inverno), ao tempo sagrado da fertilidade. Esta passagem implica a purificação do grupo social, habilitando-o à sua função de auxílio à germinação da vegetação. Os rituais de purificação abrangem sacrifícios (mentais e físicos), que podem mesmo incluir a morte (real ou simbólica) de um ‘bode expiatório’ (por exemplo, Cristo), representante das culpas do grupo, a análise pública destas culpas (por exemplo, os “Bailinhos”), jejuns e abstinência sexual e alimentar, entre outros. O auxílio a prestar à vegetação, na sua fase de germinação, centraliza-se na criação de um campo energético, resultante do clima erótico geral, que antigamente incluía a própria prática do acto sexual na altura das sementeiras, o desnudamento e a estimulação do riso (Hilaria, ou o riso ritual, realizado nos campos semeados). A morte do Rei (ou substituto) simbolizava também o restauro das forças decadentes e a sua substituição por novas energias.


Rituais representativos desta mitologia:

Carnaval (Amigos e Amigas, Compadres e Comadres)
Bailinhos e Danças na Terceira
Cortejo dos Estudantes
Semana da Paixão de Cristo
Cerimónias no interior das Igrejas e Procissão de Passos
Santo Cristo dos Milagres (S. Miguel)
Romeiros (S. Miguel)
Domingo de Ramos
Primícias: 1° Domingo do Espírito Santo
Maios